A Espanha não "morreu na praia" e conquistou o título da Eurocopa pela segunda vez, neste domingo, ao vencer a Alemanha por 1 a 0, no estádio Ernst Happel, em Viena, na Áustria, na final da competição. O gol do título foi marcado por Fernando Torres, ainda no primeiro tempo.
Um brasileiro também pôde comemorar o título. O volante Marcos Senna, naturalizado espanhol, foi titular durante a campanha espanhola e vai concorrer inclusive ao prêmio de melhor atleta da competição, ao lado de outros nove atletas. A decisão da Uefa sairá nesta segunda-feira.
Invicta há 21 jogos, a Espanha tentava acabar com a fama de montar boas seleções, mas não conseguir títulos importantes. A única conquista européia havia sido em 1964, quando foi sede da competição.
Já a Alemanha tinha a tradição ao seu lado. Afinal, esta era a sexta final da Eurocopa que disputava. A tricampeã mundial também já havia sido três vezes a melhor da Europa, com os títulos de 1972, 1980 e 1996.
O meia e capitão do time alemão, Michael Ballack, que chegou a ser dúvida por causa de dores na panturrilha, foi para campo. Porém, foi muito bem marcado por Marcos Senna. Outra aposta alemã para conquistar o tetra era no atacante Podolski, com três gols marcados até então, mas que teve atuação discreta.
Do lado espanhol, a equipe tinha a ausência do principal goleador da Euro, com quatro gols marcados, o atacante David Villa, que havia se contundido na vitória por 3 a 0 sobre a Rússia pela semifinal. Em seu lugar, atuou o jovem Fabregas.
Já o técnico Luis Aragonés, que completará 70 anos, havia dito que essa era sua despedida da seleção, pois não se sentia prestigiado pela Federação Espanhola.
O jogo
A Alemanha começou o duelo melhor posicionada em campo e mais perigosa. Na base do toque de bola, o forte do time, os espanhóis tentavam envolver os adversários.
Aos 14 minutos, Metzelder tentou cortar cruzamento de Capdevilla e quase marcou contra. O goleiro alemão Lehmann fez boa defesa. A Espanha foi melhorando e aos 22 acertou a trave direita, em cabeçada de Fernando Torres, após cruzamento de Sérgio Ramos.
Aos 33, Fernando Torres foi lançado por Xavi, ganhou de Lahm na corrida e na raça e tocou por cima na saída de Lehmann para abrir o placar. O rei da Espanha, Juan Carlos, e a rainha Sofia vibraram na tribuna de honra do estádio austríaco.
Em desvantagem, a Alemanha saiu mais para o ataque, mas pouco ameaçou. Na etapa final, os alemães voltaram com Jansen no lugar de Lahm. Porém, aos oito, foi a Espanha que chegou novamente em chute cruzado de Xavi para fora.
Pouco depois, entrou Kuranyi no lugar de Hitzlsperger, para reforçar o ataque da Alemanha. Aos 14, em um dos poucos lances da Alemanha, Ballack bateu com perigo da entrada da área. A bola passou perto.
Aos 21, foi a vez do espanhol Sérgio Ramos cabecear para a defesa de Lehmann. Nos lances seguintes, Frings tirou em cima da linha um chute de Iniesta, e o goleiro alemão espalmou outro chute do mesmo jogador pouco depois.
O tempo foi passando, e apesar da tensão dos minutos finais, a Espanha administrou o resultado e ainda teve chances de marcar mais um gol. Já a Alemanha foi envolvida pela equipe espanhola e não teve forças para conseguir o empate.
ALEMANHA
Lehmann, Friedrich, Metersacker, Metzelder e Lahm (Jansen); Frings, Hitzlsperger (Kuranyi), Ballack e Schweinsteiger; Klose (Gomez) e Podolski
Técnico: Joachim Löw
ESPANHA
Casillas, Sergio Ramos, Puyol, Marchena e Capdevilla; Marcos Senna, Xavi, Iniesta, David Silva (Cazorla) e Fabregas (Xabi); Fernando Torres (Güiza)
Técnico: Luis Aragonés
Local: Estádio Ernst Happel, em Viena, na Áustria
Árbitro: Roberto Rosetti (Itália)
Cartões amarelos: Casillas e Fernando Torres (Espanha); Ballack e Kuranyi (Alemanha)
Gol: Fernando Torres, aos 33 minutos do primeiro tempo
Um brasileiro também pôde comemorar o título. O volante Marcos Senna, naturalizado espanhol, foi titular durante a campanha espanhola e vai concorrer inclusive ao prêmio de melhor atleta da competição, ao lado de outros nove atletas. A decisão da Uefa sairá nesta segunda-feira.Invicta há 21 jogos, a Espanha tentava acabar com a fama de montar boas seleções, mas não conseguir títulos importantes. A única conquista européia havia sido em 1964, quando foi sede da competição.
Já a Alemanha tinha a tradição ao seu lado. Afinal, esta era a sexta final da Eurocopa que disputava. A tricampeã mundial também já havia sido três vezes a melhor da Europa, com os títulos de 1972, 1980 e 1996.
O meia e capitão do time alemão, Michael Ballack, que chegou a ser dúvida por causa de dores na panturrilha, foi para campo. Porém, foi muito bem marcado por Marcos Senna. Outra aposta alemã para conquistar o tetra era no atacante Podolski, com três gols marcados até então, mas que teve atuação discreta.
Do lado espanhol, a equipe tinha a ausência do principal goleador da Euro, com quatro gols marcados, o atacante David Villa, que havia se contundido na vitória por 3 a 0 sobre a Rússia pela semifinal. Em seu lugar, atuou o jovem Fabregas.
Já o técnico Luis Aragonés, que completará 70 anos, havia dito que essa era sua despedida da seleção, pois não se sentia prestigiado pela Federação Espanhola.
O jogo
A Alemanha começou o duelo melhor posicionada em campo e mais perigosa. Na base do toque de bola, o forte do time, os espanhóis tentavam envolver os adversários.
Aos 14 minutos, Metzelder tentou cortar cruzamento de Capdevilla e quase marcou contra. O goleiro alemão Lehmann fez boa defesa. A Espanha foi melhorando e aos 22 acertou a trave direita, em cabeçada de Fernando Torres, após cruzamento de Sérgio Ramos.
Aos 33, Fernando Torres foi lançado por Xavi, ganhou de Lahm na corrida e na raça e tocou por cima na saída de Lehmann para abrir o placar. O rei da Espanha, Juan Carlos, e a rainha Sofia vibraram na tribuna de honra do estádio austríaco.Em desvantagem, a Alemanha saiu mais para o ataque, mas pouco ameaçou. Na etapa final, os alemães voltaram com Jansen no lugar de Lahm. Porém, aos oito, foi a Espanha que chegou novamente em chute cruzado de Xavi para fora.
Pouco depois, entrou Kuranyi no lugar de Hitzlsperger, para reforçar o ataque da Alemanha. Aos 14, em um dos poucos lances da Alemanha, Ballack bateu com perigo da entrada da área. A bola passou perto.
Aos 21, foi a vez do espanhol Sérgio Ramos cabecear para a defesa de Lehmann. Nos lances seguintes, Frings tirou em cima da linha um chute de Iniesta, e o goleiro alemão espalmou outro chute do mesmo jogador pouco depois.
O tempo foi passando, e apesar da tensão dos minutos finais, a Espanha administrou o resultado e ainda teve chances de marcar mais um gol. Já a Alemanha foi envolvida pela equipe espanhola e não teve forças para conseguir o empate.ALEMANHA
Lehmann, Friedrich, Metersacker, Metzelder e Lahm (Jansen); Frings, Hitzlsperger (Kuranyi), Ballack e Schweinsteiger; Klose (Gomez) e Podolski
Técnico: Joachim Löw
ESPANHA
Casillas, Sergio Ramos, Puyol, Marchena e Capdevilla; Marcos Senna, Xavi, Iniesta, David Silva (Cazorla) e Fabregas (Xabi); Fernando Torres (Güiza)
Técnico: Luis Aragonés
Local: Estádio Ernst Happel, em Viena, na Áustria
Árbitro: Roberto Rosetti (Itália)
Cartões amarelos: Casillas e Fernando Torres (Espanha); Ballack e Kuranyi (Alemanha)
Gol: Fernando Torres, aos 33 minutos do primeiro tempo
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